Eles disseram-me que a infância deles pelo menos, tinha sido muito agradável. Faziam coisas empolgantes como visitar o parque da Mônica aos fins de semana, interfonar para os coleguinhas do prédio para brincarem no playground, ir ao parque Ibirapuera, ver muita televisão entre outras coisas.
Fiz apenas mais uma pergunta: vocês já subiram em uma árvore? Apenas uma das pessoas presentes respondeu positivamente. "Como assim? Nunca subiram em uma árvore?". Não, e não lhes faziam falta a empreitada ecológica(?).
Isso me fez relembrar da minha infância. De como eu corria livre pelas ruas do interior, de como percorria a cidade toda com minha bicicleta, de como era amigo de todos da rua e de como subia em árvores.
Você chega e se depara com aquele vegetal que varia de tamanho mas, que quase sempre é pelo menos três vezes maior que a sua pequena estatura. Que desafio gigante! Você começa a escalada. A cada galho uma nova emoção e uma etapa superada. A meta? Chegar ao topo. As vezes o pé dá uma escorregada, que medo! Porém depois de muito empenho lá está você, no topo da árvore.
Então você contempla aquela sensação. Que sensação! O Everest é para os fracos. Lá em cima a visão é privilegiada. A brisa refrescante e a sombra gostosa é o maior troféu do então vencedor da escalada.
E antes de descer você não se dá conta que, anos depois quando sua única preocupação não será saber qual será sua próxima refeição e a única escolha que você tem a fazer não será entre o esconde-esconde e o pega-pega, o único lugar que você gostaría de estar era lá no alto da árvore. Onde você está protegido e onde você é o campeão.
