Comigo não foi diferente. Entre vários vou relatar um.
Dia de semana a tarde eu com meus quinze anos e o Matheus (meu melhor amigo) com 14.
Estavámos em casa absolutamente entediados quando resolvemos atazanar pessoas alheias, aplicando esta arte milenar (?) que é o trote telefônico.
Eu estava absolutamente sem sugestão. O Matheus tinha uma! Consistia em ligarmos em determinado lugar e dizer:
- Oi, é do açougue?
- Não...
- Então pq tem uma vaca falando? (para mulheres) ou um corno (para homens)
(Pessoa desliga o telefone na nossa cara)
Querido amigo. Não nos crucifiquem! Por mais cruel, agressivo e obceno que possa ser o diálogo, a estupidez da adolescência pode nos redimir.
Todavia, a vigança pela nossa arte veio rápido.
Secretária - Clínica São Lucas Boa tarde!
Matheus- Ah, oi não é do açougue?
Secretária - Não senhor.
Matheus- Então pq tem uma vaca falando? A mulher nos pegou desprevinidos com sua próxima fala.
Secretária -PQ TEM UM VIADO DO OUTRO LADO DA LINHA!!!
Matheus- (em estado de choque) Moça, a senhora me Respeite!
Secretária - Me respeita você muleque
Matheus- Moça isso é um trote e as coisas não funcionam assim. A senhora tem que desligar o telefone na minha cara.
Secretária - Eu não, to sem nada pra fazer
Matheus- Então tá, vlw aí, até mais
Secretária- Tchau
(telefonema encerrado)
Por mais que possa parecer roteiro de sitcom americano, o episódio acima deveras aconteceu!
Pelo menos pra uma coisa serviu: nem eu, nem o Matheus passamos mais um torte sequer no decorrer da vida!

