Estamos em 1990. Eu completaria meu primeiro ano de vida em novembro. Meu irmão André, já possuía seus cinco anos de idade naquele começo de década. Era uma figura muito peculiar como pode ver na imagem abaixo.

Era fim de tarde. Minha mãe se dirigia a cozinha para poder preparar o jantar da casa. Tarefa um tanto quanto difícil quando se tem dois bebês pedindo sua atenção. A solução encontrada por minha mãe foi simples. Obrigar meu pai, que assistia TV muito entediado, a ir dar uma volta com as crianças enquanto ela cozinhava.
Meu pai estava muito feliz, alegre e entusiasmado com a tarefa (sua aparência era igual quando pronunciamos "Que Saco!", mas eu tenho certeza de que ele estava feliz).
Comigo em seu colo, e segurando o André pela mão, dirigiu-se ao portão de nossa casa. Nota: morávamos em Bataguassu. Cidade do interior do nosso estado. Na época contava com cerca de 15 mil habitantes.
Ao ganhar a rua meu pai avista do outro lado uma égua. A égua estava comendo seu capim tranquilamente. Exausta, depois de um dia inteiro de trabalho árduo, em um sol de 40°.
O faro paterno de nosso pai, viu na égua o que ele precisava para poder entreter-nos durante algum tempo.
Pois bem, caminhamos em direção aquela doce equina que ruminava de maneira bucólica seu capim.
- Olha filho a éguinha, que bonitinha. Disse meu pai para o André, segurando sua mão.
Nem o André, nem eu, muito menos a égua esboçamos alguma reação. Querendo que o animal fizesse algo interessante, meu pai, achou por bem soltar a mão do André para dar um tapa no lombo da égua. Lembre-se que eu ainda estava em seu colo.
E foi o que ele fez. Com um sorriso amarelo para o André, meu pai cheio de si e se achando o próprio Zorro no cuidado com cavalos, deu um tapa no lombo da coitada. Se o que ele queria era uma reação da égua, ele conseguiu.
Após levar o tapa, aquela trabalhadora exausta reagiu de uma maneira a altura do desaforo. Em uma movimentação muito rápida, digna dos filmes do 007, a égua empinou-se relinchando de ódio. Em seguida num sorrateiro golpe, MORDEU muito vingativa a barriga do meu pai. O termo exato seria grudar. Ela grudou na barriga dele. Neste momento, meu pai que estava comigo no colo ainda conseguiu me segurar. Ficando eu pendurado pelo braço. O André saiu rolando por debaixo da égua enfurecida, vomitando de nervoso. Até hoje o coitado tem trauma de cavalos. Verdade!
Ao escutar os gritos da égua, os gritos do meu pai, os meus gritos, os ruídos do vômito do André, minha mãe correu para fora. Ao ver aquela cena da égua grudada na barriga do meu pai que por sua vez travara uma luta com o animal, além de me manter pendurado pelo braço, e o meu irmão rolando pelo chão. Minha mãe não reagiu a seus instintos maternos. Caiu no no chão e teve uma crise de riso. Ela diz que foi de nervoso. Eu tenho minhas dúvidas.
Enfim, alguns pontos depois no corte que a égua fez na barriga do meu pai, ele estava pronto pra outra. Comigo e meu irmão não aconteceu nada, fora o trauma que ele carrega até hoje.
Esta bola sou eu na época.
13 comentários:
eu adoooro essa história bizarra!!
Gostei de relembra-la e de reimaginá-la c mais detalhes hj...
bjo, guri!
PS. Seu irmao era figura mesmo...
"Pois bem, caminhamos em direção aquela doce equina que ruminava de maneira bucólica seu capim. "
Que poético...
Tenho certeza que tua mãe não riu de nervoso...digo isso pq tbm sou uma mamãezinha dedicada...eu teria um colapso de tanto rir!!!
uhaeuhaehuaeuheauheahuaehueauhaeuhaehu
Hiushdiuhsadiuhasduhaisuhda... Tá, essa eu já conhecia! mas na versão escrita tb ficou hilária!!!
Hiuhsdiuhsadihsaduhsaduhaisuhdauhdsa...
PS: Realmente, o André era mesmo uma figura muito peculiar!!!! =x
Bjs.
estou com a sua mãe - rindo, mas não é de nervoso, não. Rio toda vez...
Pá
Tá bom, tá bom, eu admito, tenho medo cavalos até hoje, aliás, medo não, tenho profundo respeito, rs.
Por causa desse bendito episódio eu tive inúmero pesadelos com equinos, hahha, sonhava que eles queriam me engolir vivo, ou algo assim.
O JV era mto figura (e assim permaneceu o resto da vida), apesar do susto que ele levou na hora com a égua endiabrada, uns minutinhos depois ele já estava rachando o bico com as buchechas gordas q ele tinha.
Mas o que fica de lição nisso tudo é: respeite o descanço da égua, sempre!
PS> adorei o txt
aiushuahseuhasuieha
hilaaaario!
pior que a familia aguilera tem uma historia parecida: na verdade, a historia é do meu pai numa tentativa frustrada de montar um suino... mas isso eu te conto dps! ;D
LIIIINDA A FOOOTO! vontade looouca de morder a perna gorda desse nenem hahah totoooso!
bjo xuxu te amo
hahahahahah...
eu ja ouvi essa historia muitas vezes..mas sempre dou muita risada..pq jaozinho manda bem na hora de encrementar uma historia...ficou muito boa..e qto a foto..nossaa muitooo fofo mesmo vc viu..
beijosss
já ouvi muito essa história, porém, a versão escrita não deixou nem um pouco a desejar, hilário, sempre dou risadas dos seus casos e acasos joão! e que cuti cuti voce, oti que bolinha mais linda!
bjoo =*
cara...a historia contada oralmente e hilaria mas a versao escrita se supera....kkkkkk
adorei kkkkk...me estraguei de rir junto com a maria...bjos!
Bem, eu, testemunha ocular e auricular (???) dessa história que já é de domínio público, devo acrescentar alguns detalhes. A danada da égua estava decidamente no seu dia de fúria. Não satisfeita em morder a barriga do meu pobre marido, deu coice em suas canelas, pisoteou seus pés, fez xixi, comeu parte da fralda do João Vitor e ainda babou na cabeça do André. A lambança foi total. Diante dessa cena o mínimo que podia me acontecer era ter uma crise de riso, concordam?
hahahahaha..amei esta historia..imagina a minha reação heim? do jeito q sou super maternal..hahaha..ia ate tirar fotos..bjussssssss
huahuahuahuahauhahua
insonia as 5 da matina e eu rachando de rir no meu quarto... nunca ouvi vc contando!!!!
parece mentira a historia... hauhauhauh
bjao
Como posso esquecer desse cena.. cara, muito bem lembrado, chorei de rir aqui sozinho huahuauha....até hoje não me sai da memória o andré vomitando de nervoso pelo fato ocorrido.
Pude contemplar o episódio que mais parecia com espetáculo de circo do interior.
Huahuauhuauha....parabéns João pelo blog...
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