sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fim das operações

Meus queridos.
O Mundo de João chega ao fim.
Mudei de endereço.
Começa agora um novo blog muito mais...mais...mais...interessante.

http://eitapipoco.wordpress.com

Para de bobeira e acessa logo.

domingo, 10 de maio de 2009

Lembranças da Virada Cultural

terça-feira, 28 de abril de 2009

Vinte Oito de Abril

Quase um mês e meio sem postagens. Talvez eu poderia culpar a crise ou a gripe suína pela demora em voltar a escrever, mas jamais poderia deixar de creditar o verdadeiro motivo ao mais nobre de todos, a preguiça. Depois do Twitter, amoldado aos padrões imediatistas da sociedade atual que blá blá blá blá, escrever longos textos é uma tarefa árdua. Porém me forçarei, afinal este é o meu eterno ofício enquanto jornalista que serei (?): escrever.



O que me trás de volta? A data!

No dia de hoje eu não ganhei na mega sena, não fiz nenhum grande ato pela humanidade nem ouvi notícias de uma catástrofe mundial. Porém, no dia 28 de abril de alguns, nem poucos nem muitos, anos atrás minha história começava a entrar em vias de existir.



Nascia numa pequena casa, da área rural, na cidade de Pereira Barreto no interior de SP a mulher de minha vida: Eva Maria, minha mamãe. Tudo levava a crêr que aquela criança não vingaria, principalmente o histórico de 5 filhos perdidos pela minha avó antes. Pois é, não é que vingou?



E como vingou! Poderia passar horas detalhando a história dela, que aos treze anos saiu de casa para morar com uma familia de missionários em um tribo indígena. Dela que ficou viúva aos 22 anos de idade com dois filhos bebês. Que reconstruiu sua vida, casando-se denovo e tendo mais dois filhos. Dela cujo o maior trunfo é ter chegado onde chegou mediante os estudos, e o vicío que mais lhe consome, o da leitura. Criou quatro meninos, talvez o maior feito. E que tem como maior qualidade ser serva do Deus altissímo, mais lindão de todos.



Precisaria de todas as páginas de um romance épico. Todavia, léxico nenhum conteriam palavras suficente as quais poderiam expressar o que significa em minha existência, ela que é a mulher mais importante do mundo para mim.



Certa vez um professor da faculdade de direito, fez a seguinte pergunta: "A pavalvra Mãe, te remete a qual outra palavra?", logo pensei em proteção. Lembro-me quando uma vez viajei sozinho para casa de meus tios em uma outra cidade. Tinha 8 anos. Durante a noite passei muito mal, com febre. Dormi, quando acoredei lá estava ela dormindo ao meu lado. Viajou de madrugada só para cuidar de mim.



Acho melhor encerrar o texto antes que ele ultrapasse a barreira da homenagem para a melosidade. A idéia principal deste escrito, é expressar minha gratidão ao Senhor por ter escolhido a Dona Eva para ser minha progenitora. Mais uma vez, valeu God!




sexta-feira, 13 de março de 2009

Subir em árvores

O cenário é uma mesa do Mc Donalds. Almoçávamos após mais uma manhã de aula. A última manhã de aulas por sinal, trata-se da tão amada sexta-feira. Eu e mais cinco paulistanos conversávamos um papo muito agradável. Em certo momento levanto a questão: como é ser criança em uma cidade como São Paulo?

Eles disseram-me que a infância deles pelo menos, tinha sido muito agradável. Faziam coisas empolgantes como visitar o parque da Mônica aos fins de semana, interfonar para os coleguinhas do prédio para brincarem no playground, ir ao parque Ibirapuera, ver muita televisão entre outras coisas.
Fiz apenas mais uma pergunta: vocês já subiram em uma árvore? Apenas uma das pessoas presentes respondeu positivamente. "Como assim? Nunca subiram em uma árvore?". Não, e não lhes faziam falta a empreitada ecológica(?).

Isso me fez relembrar da minha infância. De como eu corria livre pelas ruas do interior, de como percorria a cidade toda com minha bicicleta, de como era amigo de todos da rua e de como subia em árvores.

Você chega e se depara com aquele vegetal que varia de tamanho mas, que quase sempre é pelo menos três vezes maior que a sua pequena estatura. Que desafio gigante! Você começa a escalada. A cada galho uma nova emoção e uma etapa superada. A meta? Chegar ao topo. As vezes o pé dá uma escorregada, que medo! Porém depois de muito empenho lá está você, no topo da árvore.

Então você contempla aquela sensação. Que sensação! O Everest é para os fracos. Lá em cima a visão é privilegiada. A brisa refrescante e a sombra gostosa é o maior troféu do então vencedor da escalada.

E antes de descer você não se dá conta que, anos depois quando sua única preocupação não será saber qual será sua próxima refeição e a única escolha que você tem a fazer não será entre o esconde-esconde e o pega-pega, o único lugar que você gostaría de estar era lá no alto da árvore. Onde você está protegido e onde você é o campeão.




domingo, 8 de março de 2009

E a luta continua...

Nos últimos dias minha vida tem transcorrido noramalmente. Do mesmo jeito que já narrei alguns posts atrás. Para não correr o risco de cair na repetição prefiro me calar sobre minha rotina que assim como quase todas as rotinas tem sido bastante rotineira.
E de clichê por aqui já basta o título deste post.

Todavia, gostaría de aproveitar que este espaço é meu para colocar aqui um poema do Carlos Drummond que eu adoro! Trata-se da famosa "Receita de Ano Novo".
Tá certo que 2009 não é mais um bebê. Nem estamos mais em seu começo. Para muitos não, mas para a mioria a vida já voltou ao normal. Porém o texto a seguir é totalmente atemporal assim com a obraq dos poetas.

Fique então, agora sim, com um texto de qualidade. Beijo a todos.

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)


Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

História Antiga (2)

Há alguns posts atrás narrei aqui a história da égua enfurecida que atacou ferozmente meu coitado pai. Agora venho narrar outra história antiga.
Outra história trágica.
Todavia, necessito desabafar e penso que este seja o momento.


O ano é 2004. Na época eu me encontrava com a seguinte aparência:


Recupere o fôlego. Este não é o ápice da tragédia.
Morava em Nova Andradina, cidade do interior do meu saudoso Mato Grosso do Sul. Na época, cursava o primeiro ano do ensino médio.
Os alunos do segundo grau estavam promovendo uma festa para arrecadar dinheiro para uma viagem. Ah, o colégio era o Obejtivo Anaec. Colégio do qual tenho saudades absurdas.

Mas voltando ao foco, a festa iria se chamar FULL HOUSE (Casa Cheia). A alguns alunos coube ir à aveninda principal da cidade divulgar o evento em um sábado de manhã. Eu estava entre estes alunos.

Nosso ofício consistia em:
O semáforo fechava, nós íamos e escrevíamos no vidro traseiro do carro com Nugget Branco o nome da festa e a data. Simples. Com isso os carros da cidade continham a mensagem de nossa festa e desta forma a divulgação estava feita.

Mas como já diria o cancioneiro popular: "a vida é uma caixinha de surpresa".

Em certo momento sinal se fecha. Eu e minha companheira Raíssa Milan entramos em ação. Escrevemos no máximo de carros que podemos. O sinal se abre. Normal. Nas outras ocasiões os carros esperavam que nós saíssemos para que continuassem seu trajeto. Desta vez o mesmo não aconteceu.

Sinal aberto, o carro que estava atrás de mim (uma perua de uma clínica veterinária, para melhorar o vexame), acelerou com tudo não notando minha notável presença à sua frente. O mesmo bateu com sua frente em minha bunda e logo freiou.

Com o impacto eu caí de quatro, prostrado no meio da avenida. Ainda como um ato de reflexo em função do medo de que o carro passassem por cima de mim, deitei na rua e rolei para o meio fio. Conseguem visualizar o ridículo da cena? Se não, olhe novamente a foto acima.

Em toda a cena a Raíssa, que me acompanhava, jogou as mãos na cabeça e gritava desesperada. Eu fiquei com alguns esfolões pelo corpo e uma perna doendo por uma semana. Levantei rapidamente, conversei com os curiosos que se aglomeraram em minha volta, me recompus e fui para casa um tanto quanto humilhado.

Graças a Deus nenhum trauma ficou.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Como vai você?

“Como vai você? Eu preciso saber da sua vida! Razão da minha paz tão esquecida...” Roberto Carlos.

Olá Roberto. Quanto tempo não? Bem, como vou? Ah, minha vida está bastante agitada nos últimos dias. Estou morando em São Paulo. Pois é, foi muito de última hora, nem deu tempo de te avisar.

Por aqui as coisas estão se encaminhando. Ainda estou gostando da cidade. Penso que irei continuar gostando, mas as pessoas insistem em me dizer que em breve odiarei a cidade. Ainda não tive muito contato com o lado caótico da cidade. Todos os dias eu vou para a faculdade de metrô, em um horário tranqüilo. Então não pego a loucura da hora do rush, nem o trânsito das ruas.

Vim para fazer faculdade. E graças a Deus a faculdade tem sido realmente o melhor da minha vinda. Os professores são cabulosamente ótimos. A turma foi extremamente receptiva comigo. Eles são fantásticos. Fazem de tudo para me deixar a vontade. E têm conseguido. Estudo na Cásper Líbero. Primeira faculdade de jornalismo do Brasil. Ou seja, muito tradicional aqui. Presente de Deus.

Apesar de morar em uma república, me recuso a usar esta designação ao especificar o local onde moro. Somo uma família. Eu, Rúbia e Evandro. De fato somos irmãos! Fazemos parte da família de Cristo. Tem coisa melhor? Quando nos encontramos os três em casa (o que é raro) conversamos, rimos, tratamos de assuntos rotineiros, conversamos mais um pouco e rimos mais também.

O apartamento é muito burguês. Extremamente bem equipado. Bem localizado. Bem tudo. Outro presente de Deus. Aliás, minha vida, tudo o que há em minha vida e todas as pessoas que estão, estiveram ou estarão em minha vida são presentes de Deus.
Tenho certeza que minha vida para São Paulo faz parte dos planos do Senhor. E por isso tenho muita paz no meu coração aqui.

A saudade é um capítulo a parte. Como já diria o sanfoneiro:
“Quando a saudade invade o coração da gente
Pega a veia onde corria um grande amor
Não tem conversa nem cachaça que de jeito
Nem um amigo do peito que segure o chororô”


Quanto a igreja já visitei duas. A Igreja Batista da Liberdade e a Ibatista do Ipiranga. Curti mais a primeira. Eles funcionam em célula. Definitivamente é o sistema que eu me indentifico. Acho que vou ficar por lá. Até porque é a igreja do Evandro também.

Sexta (20) irei para CG. Estou contando as horas. Talvez minha ficha caia somente após eu voltar dessa viagem.

Bem, tentei resumir como tem sido minha nesses poucos dias que estou aqui.
Estou muito feliz. Próximo de muito de meus objetivos.

E você Roberto? Como está? Fiquei sabendo que voltou a fazer shows em navios, me conta isso!

Abração
João Vitor

O Dono da Cabeça Gorda

Minha foto
João Vitor Mazini
Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brazil
18 anos. Cursando Jornalismo. Xonado em Jesus. E algumas coisitas mais!
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