Quase um mês e meio sem postagens. Talvez eu poderia culpar a crise ou a gripe suína pela demora em voltar a escrever, mas jamais poderia deixar de creditar o verdadeiro motivo ao mais nobre de todos, a preguiça. Depois do Twitter, amoldado aos padrões imediatistas da sociedade atual que blá blá blá blá, escrever longos textos é uma tarefa árdua. Porém me forçarei, afinal este é o meu eterno ofício enquanto jornalista que serei (?): escrever.
O que me trás de volta? A data!
No dia de hoje eu não ganhei na mega sena, não fiz nenhum grande ato pela humanidade nem ouvi notícias de uma catástrofe mundial. Porém, no dia 28 de abril de alguns, nem poucos nem muitos, anos atrás minha história começava a entrar em vias de existir.
Nascia numa pequena casa, da área rural, na cidade de Pereira Barreto no interior de SP a mulher de minha vida: Eva Maria, minha mamãe. Tudo levava a crêr que aquela criança não vingaria, principalmente o histórico de 5 filhos perdidos pela minha avó antes. Pois é, não é que vingou?
E como vingou! Poderia passar horas detalhando a história dela, que aos treze anos saiu de casa para morar com uma familia de missionários em um tribo indígena. Dela que ficou viúva aos 22 anos de idade com dois filhos bebês. Que reconstruiu sua vida, casando-se denovo e tendo mais dois filhos. Dela cujo o maior trunfo é ter chegado onde chegou mediante os estudos, e o vicío que mais lhe consome, o da leitura. Criou quatro meninos, talvez o maior feito. E que tem como maior qualidade ser serva do Deus altissímo, mais lindão de todos.
Precisaria de todas as páginas de um romance épico. Todavia, léxico nenhum conteriam palavras suficente as quais poderiam expressar o que significa em minha existência, ela que é a mulher mais importante do mundo para mim.
Certa vez um professor da faculdade de direito, fez a seguinte pergunta: "A pavalvra Mãe, te remete a qual outra palavra?", logo pensei em proteção. Lembro-me quando uma vez viajei sozinho para casa de meus tios em uma outra cidade. Tinha 8 anos. Durante a noite passei muito mal, com febre. Dormi, quando acoredei lá estava ela dormindo ao meu lado. Viajou de madrugada só para cuidar de mim.
Acho melhor encerrar o texto antes que ele ultrapasse a barreira da homenagem para a melosidade. A idéia principal deste escrito, é expressar minha gratidão ao Senhor por ter escolhido a Dona Eva para ser minha progenitora. Mais uma vez, valeu God!